O drama de Solness e o modo-de-ser extravagante na obra de Binswanger

Marcelo Gonçalves e Guilherme Peres Messas

Marcelo Gonçalves e Guilherme Peres Messas

O drama de Solness e o modo-de-ser extravagante na obra de Binswanger

O presente trabalho tem por objetivo analisar o modo-de-ser malogrado da existência, denominado extravagante, por Binswanger. Essa compreensão se dá a partir de sua Daseinsanalyse, fortemente influenciada pela analítica existencial de Martin Heidegger. Para isso, utilizamos a poesia dramática Solness, o construtor, de Henrik Ibsen, citada por Binswanger como exemplo de extravagância. No entanto, o autor não avançou na apresentação dos motivos pelos quais a obra assume esse valor. Pretendemos ampliar essa análise, demonstrando as relações entre a obra e o modo-de-ser malogrado da existência extravagante, por meio de reflexões que permitem compreender que a Daseinsanalyse possibilita recolocar os sintomas psicopatológicos em seu fundamento originário, que é a própria existência. Neste sentido, a extravagância, antes de ser uma ideia, comportamento ou pensamento, tem sua raiz na desproporção de estruturas fundamentais existenciais apriorísticas, que possibilitam ao Dasein mostrar-se como ser-no-mundo.

Palavras-chave: Daseinsanalyse; Binswanger; Extravagância, Ibsen.

Fonte: Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea, 2015;4(2):15-35.

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