O constrangimento do ser e a alienação existencial como hipóteses Fenomenológico-Existenciais para o ato de suicidar-se

Maira Maria da Costa e Rosina Forteski

Maira Maria da Costa e Rosina Forteski

O constrangimento do ser e a alienação existencial como hipóteses Fenomenológico-Existenciais para o ato de suicidar-se

Na sociedade atual, na qual a morte é um tabu e deve ser evitada, o suicídio é visto como uma violação de normas sociais. Ao julgar o suicida como transgressor e negar a possibilidade da morte, há uma condenação absoluta à vida, o fato de escolher morrer é uma conduta que recebe reprovação. Este artigo se propõe a elaborar uma compreensão do fenômeno suicídio, considerando o ser na sociedade e a alienação das possibilidades de existência autêntica do homem, embasando-se no pensamento de Heidegger e Sartre. Conclui-se que a Fenomenologia Existencial busca compreender o suicídio a partir do indivíduo, de sua existência, de suas relações no mundo. A aproximação compreensiva do ato de suicidar-se, aqui representada pelo enfoque Fenomenológico-Existencial, é uma maneira legítima de desvelar o fenômeno.

Palavras-chave: Suicídio; Heidegger; Jean-Paul Sartre; Liberdade; Existência.

Fonte: Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea, 2013, 2 (1), 42-56.

[PDF]