Existência e História na clínica fenomenológico-hermenêutica

André Sendra de Assis e Gilberto Safra

André Sendra de Assis e Gilberto Safra

Existência e História na clínica fenomenológico-hermenêutica

O trabalho visa discutir a posição do terapeuta na clínica por meio de uma perspectiva fenomenológico-hermenêutica que, ao considerar que somos entes hermeneuticamente constituídos, coloca a abertura de ser, realizada numa temporalização que se dá por meio de uma historicidade pessoal, como aquilo que está fundamentalmente em jogo na existência humana. A partir de temas da obra tardia de Martin Heidegger, tais como a distinção entre História e Historiologia; acontecimento apropriador (Ereignis); ressonância; articulados com a analítica do ser-aí proposta em Ser e tempo, será traçado um modo de pensar a clínica que leve em conta, no manejo terapêutico, a possibilidade de o paciente alcançar, por meio de sua própria liberdade originária, uma rearticulação existencial capaz de se apropriar do passado, da sua tradição, e abrir um futuro articulado com o caráter indeterminado da existência: como caminho, como destinação.

Palavras-chave: Psicologia clínica; fenomenologia hermenêutica; Martin Heidegger.

Fonte: Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea, 2019;8(1):44-63.

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