A revista Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea publicou seu primeiro volume em 2012. Desde então, semestralmente, oferece aos seus leitores artigos que contemplam a pluralidade do pensamento da psicopatologia fenomenológica.

            Nesta edição, temos a honra de publicar a tradução para o português do texto de Eugène Minkowski, “Estudo psicológico e análise fenomenológica de um caso de melancolia esquizofrênica”,que é considerado o marco inicial da aplicação da fenomenologia na psiquiatria com a aplicação do método em um caso clínico, publicado em 1922. Minkowski deixa claro o desejo de que a fenomenologia, penetrando “mais fundo no sutil mecanismo da personalidade humana” e ressaltando “ os fenômenos essenciais que compõem sua vida”, possa ser o fundamento na elaboração de novas noções para o campo da psicopatologia.

            Os artigos seguintes desta edição podem ser, em certa medida, reconhecidos como coroamento da fala do autor há 97 anos atrás. A psicopatologia fenomenológica é a base para construção do artigo original sobre a Histeria, explorando sua dimensão espacial, tanto antropologicamente quanto seu ápice desproporcional, a Histeria como patologia. Na sequência, apresentamos o artigo que, de forma sensível, utiliza uma novidade no campo da psicopatologia fenomenológica, uma entrevista qualitativa que visa a avaliação das experiências anômalas (EASE) para uma releitura dos fenômenos descritos pelo clássico autor Max Blecher. Assim como é da tradição da fenomenologia, o fenômeno descrito em primeira pessoa é sempre atual na sua capacidade de iluminar a compreensão da experiência subjetiva. Ao utilizar as ricas descrições de Blecher, os autores se propõem e conseguem aproximar os leitores das possibilidades vivenciais íntimas humanas. E por fim, mantendo a tradição de pluralidade do campo fenomenológico, temos o artigo que apresenta como eixo principal, a partir da obra tardia de Heidegger, a proposta de apropriação do passado para a construção do futuro. Nada mais emblemático quando comemoramos quase 100 anos dos fundamentos da psicopatologia fenomenológica, seus frutos atuais e suas perspectivas promissoras para o futuro.

Daniela Ceron-Litvoc
Editora Chefe

EDITORIAL – V.08 #01

A revista Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea publicou seu primeiro volume em 2012. Desde então, semestralmente, oferece aos seus leitores artigos que contemplam a pluralidade do pensamento da psicopatologia fenomenológica.

Nesta edição, temos a honra de publicar a tradução para o português do texto de Eugène Minkowski, “Estudo psicológico e análise fenomenológica de um caso de melancolia esquizofrênica”,que é considerado o marco inicial da aplicação da fenomenologia na psiquiatria com a aplicação do método em um caso clínico, publicado em 1922. Minkowski deixa claro o desejo de que a fenomenologia, penetrando “mais fundo no sutil mecanismo da personalidade humana” e ressaltando “ os fenômenos essenciais que compõem sua vida”, possa ser o fundamento na elaboração de novas noções para o campo da psicopatologia.

Os artigos seguintes desta edição podem ser, em certa medida, reconhecidos como coroamento da fala do autor há 97 anos atrás. A psicopatologia fenomenológica é a base para construção do artigo original sobre a Histeria, explorando sua dimensão espacial, tanto antropologicamente quanto seu ápice desproporcional, a Histeria como patologia. Na sequência, apresentamos o artigo que, de forma sensível, utiliza uma novidade no campo da psicopatologia fenomenológica, uma entrevista qualitativa que visa a avaliação das experiências anômalas (EASE) para uma releitura dos fenômenos descritos pelo clássico autor Max Blecher. Assim como é da tradição da fenomenologia, o fenômeno descrito em primeira pessoa é sempre atual na sua capacidade de iluminar a compreensão da experiência subjetiva. Ao utilizar as ricas descrições de Blecher, os autores se propõem e conseguem aproximar os leitores das possibilidades vivenciais íntimas humanas. E por fim, mantendo a tradição de pluralidade do campo fenomenológico, temos o artigo que apresenta como eixo principal, a partir da obra tardia de Heidegger, a proposta de apropriação do passado para a construção do futuro. Nada mais emblemático quando comemoramos quase 100 anos dos fundamentos da psicopatologia fenomenológica, seus frutos atuais e suas perspectivas promissoras para o futuro.

Daniela Ceron-Litvoc

Editora Chefe

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