A dramaticidade como essência: uma análise fenômeno-estrutural da histeria

Flávio Guimarães-Fernandes, Gustavo Bonini Castellana e Daniela Ceron-Litvoc

Flávio Guimarães-Fernandes, Gustavo Bonini Castellana e Daniela Ceron-Litvoc

A dramaticidade como essência: uma análise fenômeno-estrutural da histeria

O presente artigo tem como objetivo explorar a histeria pela descrição em psicopatologia fenomenológica, em especial a partir das características da sua espacialidade. São buscadas, na revisão de autores clássicos da psicopatologia fenomenológica, tais como Kraus e Dörr, as características da espacialidade da histeria, utilizando os conceitos de espaço claro e espaço escuro, sintonia e esquizoidia de Minkowski, e os conceitos de proporção antropológica, horizontalidade e espacialidade de Binswanger. A revisão desses autores permite afirmar que a histeria é mais facilmente observada no que diz respeito à espacialidade da consciência. O histérico vive essencialmente no espaço claro e horizontal da experiência de mundo, de modo que sua forma de ser-no-mundo está imbuída de dramaticidade, ou seja, de ação e movimento, intensidade e atuação, admiração e repulsa. Essa forma de ser não é patológica, mas pode se tornar problemática em razão de uma desproporção antropológica.

Palavras-chave: Histeria; Psicopatologia fenomenológica; Alfred Kraus; Eugène Minkowski; Ludwig Biswanger; Espacialidade; Essência da histeria.

Fonte: Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea, 2019;8(1):1-33.

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